1. Objetivo
Estabelecer diretrizes obrigatórias que orientam todos os colaboradores, prestadores de serviço e sub-processadores que tratam dados em nome da Reverba. A política define controles mínimos para proteger ativos de informação contra acesso não autorizado, perda, alteração indevida ou indisponibilidade.
2. Escopo
Aplicável a:
- Todos os sistemas, bancos de dados e arquivos sob gestão da Reverba.
- Todo colaborador, contratante ou parceiro com acesso a dados pessoais ou sensíveis tratados pela Reverba.
- Todos os ambientes (produção, homologação, desenvolvimento) e dispositivos (servidores, estações de trabalho, dispositivos móveis corporativos) usados na prestação do serviço.
3. Governança e responsabilidades
- Diretoria da Oneck Creative LTDA: aprova esta política, aloca recursos e responde por desvios graves.
- Encarregado pela Proteção de Dados (DPO): privacidade@reverba.com.br. Recebe comunicações de titulares e da ANPD; orienta sobre práticas; supervisiona conformidade com LGPD/GDPR.
- Tech Lead: é responsável pelos controles técnicos do código (hardening, criptografia, code review, vulnerabilidades) e pela manutenção dos pipelines de CI/CD.
- Operação: executa procedimentos de backup, monitoramento e resposta a incidentes conforme Plano de Resposta a Incidentes.
4. Classificação de dados
Dados tratados pela Reverba são classificados em três níveis:
| Nível | Exemplos | Controles mínimos |
|---|---|---|
| Confidencial | Senhas (hash), tokens OAuth de marketplace, chaves de criptografia, dados de pagamento (manipulados por Mercado Pago) | Criptografia em repouso e em trânsito; acesso restrito por papel; auditoria obrigatória |
| Restrito | PII de Operadores e Contatos (nome, email, telefone, histórico de compra), conteúdo de mensagens | Criptografia em trânsito; isolamento multi-tenant; acesso por necessidade; logs de leitura para ações sensíveis |
| Interno | Logs operacionais agregados, métricas de uso, telemetria com IP anonimizado | Acesso por colaboradores autorizados; retenção limitada |
5. Controle de acesso
- Princípio do privilégio mínimo: todo colaborador recebe apenas as permissões estritamente necessárias para sua função.
- Autenticação: senhas armazenadas com bcrypt (custo 10), tokens JWT com TTL de 15 minutos para acesso e 30 dias para refresh com rotação. Compartilhamento de credenciais é proibido.
- Papéis no produto: OWNER (administrador da conta), ADMIN (gestor operacional), SELLER (operador). Cada endpoint da API valida o papel mínimo exigido.
- Acessos administrativos: o painel de produção é acessível apenas pela equipe técnica via VPN dedicada; acesso ao banco de dados produtivo exige autorização do Tech Lead e fica registrado em log.
- Revogação: ao desligamento de qualquer colaborador, todos os acessos são revogados em até 24h (objetivo: 1h em incidentes envolvendo equipe).
- MFA: implementação obrigatória para administradores está em roadmap (Q3 2026); enquanto isso, senhas longas e únicas + monitoramento de logins suspeitos cobrem o gap.
6. Criptografia
- Em trânsito: TLS 1.2+ obrigatório em todos os endpoints públicos. HSTS ativo. Security headers via
helmet(CSP, X-Frame-Options, X-Content-Type-Options, Referrer-Policy). - Em repouso:
- Senhas: bcrypt cost 10 (custo >100ms para força bruta).
- Tokens OAuth de TikTok Shop, Mercado Livre, Shopee e Meta: AES-256-GCM com chaves de 256 bits geradas via
openssl rand -hex 32, persistidas em.env. - Postgres: criptografia de disco (Full Disk Encryption) fornecida pelo VPS provider.
- Gerenciamento de chaves: chaves de criptografia ficam fora do controle de versão; armazenadas apenas no
.envdo servidor de produção e em cofre offline. Rotação programada a cada 12 meses ou em incidente. - Webhooks: HMAC-SHA256 obrigatório em todo webhook recebido (TikTok Shop, Shopee, Mercado Livre, Meta). Assinaturas inválidas geram 401 e log de alerta.
7. Segurança de rede
- Segregação: ambiente de produção isolado via firewall do VPS, com regras de entrada restritas (apenas 443/HTTPS público, 22/SSH apenas pelo IP da equipe). Banco de dados não tem porta exposta à internet — só atende localhost do servidor da aplicação.
- Anti-DDoS / Anti-bot: throttler global em endpoints sensíveis; Cloudflare na frente do website público e do API gateway.
- CORS: lista restrita de origens permitidas (sem wildcards) — definida em
.env. - IP allowlist em webhooks: opcional por integração (aplicável quando a plataforma origem publica range estável).
8. Endpoints corporativos
- Estações de trabalho da equipe usam macOS com FileVault ativado, atualização automática de sistema operacional, e senhas locais com complexidade mínima.
- Software antivírus “Endpoint Detection and Response” (XProtect nativo do macOS + monitoramento adicional) instalado em todas as estações com acesso a dados de produção.
- Repositórios de código privados; chaves SSH protegidas por senha; commits assinados via GPG quando viável.
9. Desenvolvimento seguro
- SDLC: ramificação por feature; PRs revisados por pelo menos 1 outro engenheiro antes do merge em
main. - Dependências:
npm auditrecorrente; vulnerabilidades críticas tratadas em até 7 dias úteis. - Validação de entrada: pipeline global Nest com class-validator forçando whitelisting + Zod em payloads críticos. Recusa de campos não declarados.
- Prevenção de injection: ORM Prisma com prepared statements; sem concatenação manual de SQL.
- Tests: cobertura mínima de 70% no backend; suite e2e valida isolamento multi-tenant a cada deploy.
- Secret scanning: pre-commit hook impede commit de tokens, chaves AWS, senhas em texto plano.
10. Gestão de fornecedores
Cada sub-processador listado em Privacidade § 5 passa por avaliação prévia, considerando:
- Reputação e histórico de incidentes públicos.
- Existência de Data Processing Agreement (DPA) e cláusulas de transferência internacional quando aplicável.
- Certificações disponíveis (SOC 2, ISO 27001, PCI-DSS para pagamentos).
- Localização dos dados e bases legais de transferência.
Mudanças relevantes (troca de provedor, novas regiões) são comunicadas com 14 dias de antecedência aos Operadores titulares.
11. Gestão de vulnerabilidades
- Monitoramento:
npm auditexecutado em cada CI; alerts automáticos do GitHub Dependabot. - Classificação: vulnerabilidades classificadas em CRÍTICA / ALTA / MÉDIA / BAIXA conforme CVSS.
- SLAs de remediação:
- CRÍTICA: até 7 dias úteis.
- ALTA: até 30 dias.
- MÉDIA: até 90 dias.
- BAIXA: próximo ciclo de manutenção.
- Reporte responsável: pesquisadores que identifiquem vulnerabilidades podem reportar via privacidade@reverba.com.br. Não retaliamos pesquisa de boa-fé.
- Pentest: pentest externo está previsto no roadmap para 2026 (após estabilização da plataforma).
12. Continuidade do negócio e backup
- Backups Postgres: snapshots completos diários + WAL streaming contínuo. Retenção: 30 dias rotativos.
- Localização: backups armazenados na mesma região (Brasil) em volume separado do servidor primário.
- Restore drill: teste de restore trimestral em ambiente isolado; documentação atualizada.
- RTO (Recovery Time Objective): 4 horas para incidente catastrófico.
- RPO (Recovery Point Objective): 1 hora.
13. Auditoria e logs
- Logs de aplicação: todas as requests registradas via Pino (estruturado JSON) com
request-id; retenção 90 dias. - Audit log de domínio: ações destrutivas e modificadoras de permissão registradas em tabela dedicada (
AuditLog) com ator, timestamp, IP, payload sanitizado; retenção 2 anos. - Logs de webhook: cada webhook recebido tem ID de evento idempotente em
MarketplacePushInbox— permite replay e dedupe.
14. Roadmap de melhorias
Reconhecemos limites e mantemos transparência sobre eles. Itens em desenvolvimento ou avaliação:
- MFA obrigatório para Operadores com papel OWNER e ADMIN — Q3 2026.
- Pentest externo com fornecedor reconhecido — avaliação em 2026.
- Certificação SOC 2 Tipo 2 — em avaliação para 2027 conforme volume de clientes enterprise.
- HSM gerenciado para chaves de criptografia (em vez de
.env) — em avaliação.
Atualizações materiais a esta política são comunicadas conforme §13 da Política de Privacidade.